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sábado, 24 de novembro de 2012

Lástimas de uma canção qualquer


Entorpecida pela música
Que pelos meus ouvidos faz vibrar
No fundo d’alma  um sentimento
Sem nome, ou cor, ou paladar
Fazendo esvanecer qualquer pensamento...
- E o coração a desvairar.

Sutilmente dança pelo sangue,
Pelas veias percorre  meu corpo inteiro,
Nos olhos se tornam lágrimas a correr.
Ao fundo ouço a chuva; o cheiro
Do ar gélido, da noite, do viver...
-Insistente na vasta solidão.

Ah, se ao menos esta canção
Pudesse traduzir ao certo
Cada sussurro, cada lembrança
Das vezes que ao menos cheguei perto
E abstive toda a esperança...
-Contida, absoluta, fadada.

Soberano e traiçoeiro,
Por que me enlaças novamente?
Talvez gostes de ver se sei os passos
Da tua dança cruel e envolvente.
Ou ainda queiras saber se os laços
De tua vilosidade estão fortes...
- O laço – a música – minha condenação.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ode ao Cinza

Ao cinza que emana do céu, invadindo minha janela
Junto ao vento gelado e silencioso que toca meu corpo:
Adoro-te por encobrir a luz dos meus olhos
E fazer-me olhar para dentro... Obscuridade tão bela!

Aprecio, contigo, toda esta vasta solidão que habita meu eu.
Dolorosa e viciante solidão, minha cúmplice eterna
De todos os dias cinzas que já vagamos nesta Terra,
Quando sorrindo ou desabando, minh'álma enterneceu.

Somente seu tom sombrio me compreende,
Me enternece em seus braços frios
Onde faço morada, onde meu corpo ascende

És como mão de mãe a me embalar,
Num sono onde os sonhos são apenas
Dias cinzentos, meu único lar...

sábado, 7 de julho de 2012

Palavras escritas do íntimo de um coração




Queria eu ter direito a sonhar esta noite...
Roubadas foram todas as minhas fantasias
Só o desencanto acalenta o meu agora
Já que está perdida minha lira, meu verso, meu eu,
E minhas rimas - insuportáveis agonias
Têm significância apenas para quem também chora.


Pois antes tinha tudo, um castelo de paredes firmes,
Bases sustentadas no mais duro concreto:
E desmoronou, pouco a pouco, bem diante do meu olhar,
Assisti a decadência do meu mundo.
Oh... como estive um dia tão perto
De meus maiores desejos poder saciar!


Não! Não me conformei ainda com a costumeira derrota
Nem quis, por mais uma vez, dar atenção à minha razão.
Sentimentos - se soubessem como os odeio nesse momento!
Enquanto me rasgam de dentro para fora,
Abrindo sob meus pés um abismo chamado solidão
Eu grito, choro e por fim morro - só meu tormento!


~Tany~ July 07th, 2012

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Inércia


Quem nunca sonhou
em banhar os olhos no brilho da lua
estar coberta de luz e ainda nua?

Quem não ousou sentir
e dispersa em lágrimas suspirar
ouvindo o som da noite no silêncio do luar?

Quem, na infinita escuridão,
vendo o brilho de um astro sem vida
não há de querer permanecer
nesta inércia de dores adormecida?


segunda-feira, 30 de abril de 2012




"Quantas palavras joguei fora

Pensando ser insanidade!
Se multiplicadas pela verdade
Me dariam respostas que perdi,
Acordariam-me de pesadelos que vivi,
Despertariam-me num belo sonho de outrora...
Fatalidade."

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Fare Thee Well


Fare thee well, just for today
Tomorrow I’m sure to need you again
Fare thee well because I cannot live
Without being , without giving
All that I was once to you;
And before the goodbyes
Behind the desolation of my dead eyes
I dare you to say that everything’s gone
I doubt you to stop this merry-go-round
Putting all the feelings through your bones
Burying the memories into the ground
It’s a farewell, don’t deny me
We both know what we cannot see
Fare thee well – for ever, no need!
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