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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Título em branco.

Ouço falar da liberdade
De entender quem sou
E ao encarar a verdade
Ela já me condenou.

Transcender a existência
De todo o impensado
Revelando a essência
Do que está enraizado.

E descubro que ser
Não é apenas estar
Quando deixo de viver
Para apenas constar.

Em um mundo incoerente
Só há espaço para existir
Quando tudo é diferente
Do padrão que é omitir.

Como devo me encaixar
Em estereótipos tão vagos
Quando até mesmo amar
Já surge em moldes quadrados?

Assim como acontece na poesia,
Os versos fluem sem explicação
E o título sempre é uma nefasta cortesia
Difícil de caber no branco vão.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Morfina


Já são quase quatro da tarde no monitor.
O dia está pegando seu trem de partida
E eu conto com um minuto a mais
Para tentar aliviar essa dor.

São dias e noites e dias que se confundem.
Palavras que machucam, murros que confortam
No desespero da hora que não passa nunca,
Encobrindo o grito com uma música de fundo
Que hoje, de repente, perdeu o significado.

E na intenção de rimar as palavras 
Encontro-me perdida na vastidão de significados.
Tantos são que eu talvez não saiba mais usar,
Apenas prostituir letra a letra para aliviar o desespero
Que outrora, disseram, era passageiro.

Tudo parece perdido - talvez realmente esteja - 
Mas não quero ver, não quero sentir, não quero saber.
Possam as palavras ser outra vez a morfina
Que procuro para aliviar a dor da alma
Para matar no corpo, pouco a pouco
Tudo o que a mente não quer aceitar...
... e ainda não são quatro da tarde.







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