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domingo, 12 de dezembro de 2010

Madrugada... apenas uma caneta na mão...

Eu escrevo porque é tudo o que me resta nesta madrugada
Escrevo pois compreendo que estas palavras fazem parte da minha solidão
E a solidão é então minha eterna companheira
Que me torna uma inconsequente desalmada
Com o coração blindado por aço

Esta frieza que acalento agora
Já calejado meu ser de tanto sofrer uma vida inteira
Torna-me então um alguém sem sentido
Mórbido como o silêncio que grita nos meus olhos
Como o peso de cada hora
Como o pulsar de cada mágoa que sufoquei em meu peito

Se minhas mãos já não são mais uma fonte de carinho
Se meu abraço já não pode mais acolher
Se tudo em mim parece ter morrido, menos o corpo que insiste em padecer
Talvez seja porque o que morreu de verdade fora minha esperança
Fora meu amor, meus sonhos, minha vida, meu ser

Eu sei o quanto tentei me amar
O quanto tentei disfarçar o mal que eu poderia causar com minha estranheza
Talvez eu até me amei, me amei mais do que deveria
Que de tanto amor em mim, amei demais a todos
E cada pessoa que amei levou consigo parte de meu coração, da minha certeza
Deixando-me apenas com esta caneta na mão...

29/11/2010, 03:17 a.m.

Lágrimas


Às vezes meus olhos se fecham para o mundo
Fogem da realidade
E então começam a olhar para dentro de mim
E percebem, em um segundo
Que tudo desaba, tudo é fatalidade

E o que sinto involuntariamente, constante
Uma vontade de chorar na esperança de que as lágrimas levem embora um pouco da minha dor
Que elas derramem todo grito que calei
Que apaguem toda triste lembrança
Que mate em mim qualquer tipo de amor

Amor, este sentimento lindo e cruel
Essa máscara que esconde meus olhos da sanidade
Foi por amar demais que sempre sofri
Sempre sofri por sempre ter esperado dos que amo um céu
E estes me deixarem afundada em meu abismo negro e profundo
Sem perceberem que seriam os únicos que poderiam me trazer um pouco de claridade

Como se cada lágrima que insiste em brotar dos meus olhos
Levasse consigo um pedaço de meu coração
Que parece bater cada vez mais fraco, mais incrédulo
Como as notas diminutas de uma triste canção
Chegando ao fim, sem uma conclusão...


28/11/2010



terça-feira, 9 de novembro de 2010

Um pouco de teoria...o que é o amor?

Uma questão me intrigou há alguns dias em meio a uma conversa banal com minha mãe, quando em determinado ponto ela me perguntou: "...mas e o que é o amor?" Poderia parecer uma questão simples, poderia ter dado qualquer resposta. Mas aquilo me paralisou, e então concluí que não poderia responder a essa pergunta, não naquele momento.
Passei então a observar o comportamento das pessoas de uma forma diferente, reparando no jeito com que se olham, no tom de voz que usam, na expressão do corpo quando estão diante de algum amigo, parente, namorado, etc. Pequenos detalhes, mas que me revelaram muito, me mostraram coisas quase imperceptíveis que eu jamais havia prestado atenção.
Por outro lado, uma teoria insistia em me assombrar: "Nobody Loves No One" era o que ecoava em minha mente -trecho que uma música que gosto muito. Confesso que eu até concordava com essa afirmação. Hoje não mais.
Acabei compreendendo que o amor NÃO É em hipótese alguma aquela coisa doentia e estranha que os amantes insistem em gritar no auge de seus relacionamentos. O nome disso é obsessão, paixão, uma coisa louca e desenfreada. O amor é simples, tão simples que a gente nem nota. Muitos o banalizam hoje em dia, mas não porque descobriram seu real sentido. É apenas uma questão de "moda" dizer que ama todo mundo.
No entanto, deveríamos ver que o amor está presente naquelas tardes que passamos juntos dos nossos amigos, nos divertindo.... sorrindo levemente... aquela falta de ar depois de tanto rir... essa falta de ar, que vem sem palavras, é o amor. Amor por aquele momento, amor por aquelas pessoas que nos fazem tão bem.

Quando temos vontade de simplesmente guardar nossos pais/irmãos/filhos num abraço maior que o mundo, para que eles jamais sejam magoados, para que sejam eternos... e aquele aperto no peito que dá quando nos damos conta de que isso não é possível... essa angústia nada mais é do que o amor se manifestando. Mas ninguém pensa nisso na hora, não é?!
Quanto aos relacionamentos afetivos... ah, isso é complicado. Sabe aquela pessoa que namora há 1 semana e já preencheu todas suas redes sociais com "Eu te amo fulano" em todos os tipos e tamanhos de letras com coraçõezinhos em volta? Isso não vai durar, não mesmo. A paixão é fogo passageiro. Hora que esta pessoa já tiver mostrado ao mundo que conseguiu o seu "alguém", vai perder a graça, e tudo vai se desmanchar tão rápido quanto foi construído. A paixão não é o gostar de alguém, é o gostar de TER alguém...
A diferença dessa pessoa para a pessoa que ama é que quem ama está pouco se importando para os outros, quem ama quer aproveitar qualquer lacuna do tempo para estar junto da pessoa amada, quer estar lá olhando nos olhos da outra pessoa. E não importa quanto tempo estas estejam juntas, ou se nem mesmo estão. Uma coisa incrível nos amantes é que os olhos já dizem desde o primeiro momento que aquilo é sincero, e nesse olhar cabem todas as palavras que não são possíveis de serem traduzidas em meio a um suspiro... A boca pode gritar que não ama, mas os olhos não conseguem disfarçar. E quando se está perto da pessoa amada, nem é preciso dizer nada... aliás, muitas vezes nem se consegue dizer nada, apenas suspirar... suspirar depois de um longo beijo, olhando uma foto quando está longe ou mesmo num olhar repentino... Sim, esse é o amor novamente, aquilo que vem do mais profundo íntimo. Aquela sensação, aquele frio misturado com alívio e um pouco de êxtase.
É só prestar atenção no amor, ele está aí, quietinho, mas sempre presente. Reconheça-o, aproveite-o, faça-o ser reconhecido. Divida-o, e começará a perceber que você também o recebe, e as vezes nem percebe...

09/11/2010 -Dedicado aos meus amigos, pais, irmãos. Todos que me fizeram chegar a essa compreensão. Eu não preciso nem dizer, vocês saberão que eu amo vocês.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O Sentimento da Traição


Descobre-se aos poucos
A face coberta e traiçoeira da verdade
Sem sentido, piedade - fruto da então chamada racionalidade
Faz me perceber o quanto vil uma mente pode ser
Sagaz como ave de rapina que voa cercando seu alvo
Dispara, certeiro, golpes fatais que o coração sente
Não fere a carne, açoita então a alma
Que até agora mantinha-se calma
No conforto ilusório de um suposto amor
E amor qual há este de ser? Amor não é só o fogo
Não é só o carinho e o aconchego de colo de mãe
Não é só o espinho da destemperança da paixão
Há amor de sangue, dizem, amor de irmão
Amor declarado, fadado ao destino de TER que existir
E quando apunhalado pelas costas
Já não se sabe se dói mais que um real aço empunhado na carne
Não tem preço a chamada traição
E se insistem em dizer que o sangue enlaça o amor
Eu vos digo, com profunda dor
Que sangra agora meu coração que tanto nisso acreditou.


10/03/2010

sábado, 16 de outubro de 2010

Tuulï



O vago é o que não se vê e sabe-se que existe
Na mente, eloquente, soam sinais de delírio
Pudera eu chamar isto (mas não clamar por isto), ó insanidade
Que trazida dos mais despretensiosos prazeres da mente
Se curva agora, diante dos olhos, sobre a sobriedade

Tão obscuro quanto seu frenético deslize sem par
Escaldando toda a beleza e bondade ante ali presente
Como um espírito que traga a energia
Paradoxo como a luz do dia
Que cega e nos faz enxergar

E, sem ornamentos ou displicência
Faz-se chegar ao interior de quem escolhera
Tomando por negro o coração, esmagando a inocência
Por hora tida como pura malevolência
Dos que a tomam como objeto e desvio de vida

Se faz-se presente aqui, doce amiga dos profundos templos de meu coração
Que me toma, me rodeia, me embriaga e quer me levar
Para um lugar que só a mente de um ser acuado conhece
Este, que se torna fonte do mais precioso ouro da treva
Que a leva, para si, como um canal direto e livre

E para onde mais poderia ir um ser inanimado
Não amado, indiferente
Senão acompanhado de sua treva, ora insanidade da mente
Que refugia, resguarda, toma pra si da mais pura essência
Da alma, que perdida, se entrega aos seus braços como um cão sem dono

16/03/2010


Noite


Sob o luar, milhares de juras
Palavras, promessas, sonhos jogados ao vento
Um amor que se concebe, um crime que se comete
E as estrelas fazem seu julgamento

Tão fria e escura
A noite assiste ao espetáculo da vida
(e da morte, um pouco mais acometida)
Que acontece nos palcos das ruas

Os astros, espectadores
Aplaudem com seu brilho cada ato
Mesmo às vezes presenciando horrores
Continuam em seus postos de bons auditores

E quando a noite se encerra
Nasce sol por trás da serra
Acobertando todo seu espetáculo
Caindo no esquecimento
Todo aquele acontecimento

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Rosalita, a vampira

És tão linda, deslumbrante
Mas garota de triste semblante
Pode se ver em teu pranto
Que até as lágrimas se rendem ao teu encanto

Sozinha ainda permanece
De seu mistério ninguém se esquece
Doce garota amiga do luar
Ai de quem um dia se atrever a te amar!

Mesmo depois de tanto sofrer
Nada quer perder
Suas mãos frias como a morte
Roubam pra ti toda sorte

O que lhe deu a vida hoje é seu alimento
Isto é seu destino, seu tormento
Quando todos almejam a eternidade
Quem a tem, sabe que não é só felicidade

Tudo já mudou ao seu redor, pequena
Mas as noites sempre serão frias e serenas
Agora, como instinto selvagem você sai para caçar
Aqueles que como mulher você deveria amar

Não há nada a mudar entre os seus
Descendência do amaldiçoado de Deus
Mas tens o poder na mão
Tomando a vida eterna que jorra de um coração

Por muitos odiada
Por alguns invejada
Tendo que viver escondida na morte
Mesmo sendo superior e forte

Ou então vão te caçar, te perseguir
Seres humanos não sabem como agir
Diante de algo mais forte e poderoso
De quem até Deus é temeroso...



07/04/2008
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